Videos/Filmes/Documentários que devem ser assistidos para nos situarmos enquanto um povo desejoso de uma sociedade moderna, justa e com possibilidades de um bom IDH real para todos…

Reportagem do canal português ATP 1 sobre a Islândia sua crise econômica, relativizada a de Portugal no mesmo período…

Islândia, uma lição para o mundo! Em francês com legendas em português…

Uma outra reportagem brasileira sobre a Islândia, onde é mostrado sua organização social, cultura, sua economia, história, e um pouco da crise de 2008. Algo com uma característica mais turística…

E hoje como está a Islândia, pais que se recusou a entregar o seu povo aos fundos abutres, aos especuladores, aos bancos, para retomar a sua economia, e consequentemente a uma qualidade de vida invejável suportada ainda por suas tradições… Muito legal isso…

Islândia atribui sua recuperação à recusa em aplicar a austeridade. Matéria do Jornal EL PAÌS Brasil, clique aqui… 

Em uma Globalização que visava somente questões econômica, ficou claro que o processo de adesão a EU era mais prejudicial do que favorável à sua economia…

Matéria do Publico.PT: Islândia confirma retirada da candidatura de adesão à UE

Matéria do DWelle BrasilIslândia retira candidatura de adesão à União Europeia

A Islândia o único país do Planeta a colocar seus banqueiros na Prisão

islandiaPoderdoPovo01Matéria: do Jornal EL PAÍS: A Islândia põe os seus banqueiros na prisão (Islandia enjaula a sus banqueros) [1] [2]

Procura-se. Homem, 48 anos, 1,80 metros, 114 quilos. Calvo, olhos azuis. A Interpol acompanha esta descrição de uma foto na qual aparece um tipo bem barbeado enfiado num desses ternos escuros de 2000 euros e enfeitado com um impecável nó de gravata. Vê-se à quilômetros que se trata de um banqueiro: este não é um desses cartazes do oeste selvagem. A delinquência mudou muito com a globalização financeira. E contudo esta história tem contornos de western de Sam Peckinpah ambientado para o Ártico. Isto é a Islândia, o lugar onde os bancos vão à ruína e os seus dirigentes podem ir para a cadeia sem que o céu se abata sobre as nossas cabeças; a ilha onde apenas meio milhão de pessoas armadas com perigosas tochas podem derrubar um governo. Isto é a Islândia, o pedaço de gelo e rocha vulcânica que em tempos foi o país mais feliz do mundo (assim, tal como consta) e onde agora os taxistas lançam os mesmos olhares furibundos que em todas as partes quando se lhes pergunta se estão mais chateados com os banqueiros ou com os políticos. Enfim, Isto é a Islândia: paraíso sobrenatural, reza o cartaz que se avista do avião, mesmo antes de desembarcar.

O tipo da foto chama-se Sigurdur Einarsson. Era o presidente executivo dum dos grandes bancos da Islândia e o mais temerário de todos, Kaupthing (literalmente, “a praça do mercado”; os islandeses têm um estranho sentido de humor, para além duma língua milenar e impenetrável). Einarsson já não está na lista da Interpol. Foi detido há uns dias na sua mansão de Londres. E é um dos protagonistas do livro mais lido na Islândia: nove volumes e 2400 páginas para uma espécie de saga delirante sobre os desmandes que a indústria financeira pode chegar a perpetrar quando está totalmente fora de controle.

Nove volumes: praticamente episódios nacionais em que se demonstra que nada disso foi um acidente. A Islândia foi saqueada por cerca de 20 ou 30 pessoas. Uma dezena de banqueiros, uns poucos empresários e um punhado de políticos formaram um grupo selvagem que levou o país inteiro à ruína: 10 dos 63 parlamentares islandeses, incluindo os dois líderes do partido que governou quase ininterruptamente desde 1944, tinham empréstimos pessoais concedidos por um valor de quase 10 milhões de euros por cabeça. Está por demonstrar que isso seja delito (embora pareça que parte desse dinheiro servia para comprar ações dos próprios bancos: para fazer inchar as cotações), mas pelo menos é um escândalo enorme.

islandiaPoderdoPovo02A Islândia é uma exceção, uma singularidade; uma raridade. E não só por deixar os seus bancos ir à falência e perseguir os banqueiros. A ilha é uma paisagem lunar com apenas 320 000 habitantes a meio caminho entre a Europa, os EUA e o círculo polar, com um clima e uma geografia extremos, com uma das tradições democráticas mais antigas da Europa e, último tópico, com uma gente de indomável caráter e uma forma de ser e fazer das mais peculiares. Um lugar onde um desses taxistas furibundos, depois de deixar para trás a capital, Reikjavik, se mete por uma língua de terra rodeada de água e deixa o jornalista ao pé da distinta residência presidencial, com o mesmíssimo presidente esperando na soleira da porta: qualquer um pode aproximar-se sem problemas, não há medidas de segurança, nem sequer um polícia. Só o pormenor exótico duma enorme pele de urso polar no alto duma escadaria tira do pasmo quem numa primeira entrevista com um presidente dum país dá com um mandatário – Ólagur Grímsson, que considera “uma loucura” que os seus concidadãos “tenham de pagar a fatura da banca sem serem consultados”.

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Um artigo interessante: “A Felicidade por linhas tortas”

Voltando as escritas, depois de relutar muito, me tornando quase um ermitão digital. Depois de muita observação e leitura de muita coisa neste mundo digital e real, resolvi voltar a escrever minhas mal traçadas linhas, mas, sempre discorrendo ou acrescentando notas à artigos de terceiros que possam sumir da grande rede por motivos diversos. Acredito que para alcançarmos um grau de sociedade que imagino temos ainda uma grande caminhada, e esta sociedade ainda não existe neste planeta.

Por aqui, neste planeta algumas sociedade me interessam quanto a sua organização, as indígenas, algumas ainda, por explorem seu organismo social de forma sustentável mesmo com pouca tecnologia, e algumas mais avançadas, mais organizadas socialmente, e que me permito tomar como exemplo, estas são as sociedades nórdicas ou os países nórdicos. Veja no Wikipédia, Países Nórdicos.

Mas, voltemos ao artigo que achei muito interessante sobre a Islândia, o único países do Planeta Terra a proceder de forma antagônica aos demais países do mundo na grande crise de 2008, preferindo sustentar o seu sistema socioeconômico com base no bem estar social de seu povo, invés apostar em um sistema puramente especulativo e financeiro, o único país do planeta terra a colocar seus banqueiros na cadeia, quase levando o país a falência coletiva. E aí segue um artigo muito interessante, em português, que encontrei no site da revista Carta Capital. Vamos ao artigo:

A Felicidade por linhas tortas

O governo da Islândia pretendia salvar banqueiros e especuladores, mas a pressão popular obrigou-o a mudar de rumo. Por Gianni Carta, de Reikjavik, publicado 20/03/2015

Reykjavik, cenário deslumbrante de dia e de noite, povo civilizado além da conta. Segunda 2, 1 hora da manhã no bar e restaurante Bunk. Mais uma enxurrada de chopes Viking, cerveja popular na capital da Islândia, servida a um grupo de islandeses sedentos. Há sedentas também, visto que em nível de igualdade entre os sexos, a Islândia é, segundo o índice de disparidade entre os sexos do Fórum Econômico Mundial, o país com o menor índice de diferença entre homens e mulheres em termos de poder político, oportunidade econômica e saúde e educação. E elas bebem. Muito.

“Mas ainda há discrepâncias”, diz Halla Kristín Einarsdóttir, documentarista premiadíssima. Por exemplo, os homens ainda ganham salários maiores. Apesar de sua aparência viking, isto é, uma imponência loira, olhos azuis. Além de pontos de vista esclarecidos em qualquer assunto, por vezes polêmicos, Halla, 39 anos, não é fã dos business vikings, que entre 2000 e 2008 trouxeram pujança econômica para os endinheirados da Islândia. “Eles têm más conotações, mas se veem como heróis.” Por que as más conotações? “Os business vikings quebraram o país.”

Como sustentam os atropólogos Gisli Palsson e Paul Durrensberger no livro Gambling Debt (University Press of Colorado, 2015), a Islândia não ficou “imune” à influência dos economistas de Chicago e à ideolgia do neoliberalismo. Os mestres de Chicago, vale lembrar, são aqueles que apoiaram a morte e deposição de Salvador Allende no Chile, em 1973, e aprovaram a política econômica do general Augusto Pinochet. Os vikings businessmen, todos homens, donde a resistência compreensível de Halla no Bunk Bar and Restaurant, acreditavam nessa política neoliberal com origens em Chicago. E isso a ponto de se considerarem uma classe especial isenta das penalidades impostas pela legislação da finança internacional. Resultado: a Islândia mergulhou em um mar de dívidas.

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